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Identidade visual de A Jornada do Psicólogo
Workbook · Estágio de Posicionamento

Escolha do PPI

Perfil de Paciente Ideal

Primeiros passos para sair de um posicionamento herdado e avançar rumo a um posicionamento deliberado.

Você deixará de organizar sua marca apenas a partir do que chega, do que pedem ou do que aconteceu ao longo do caminho — e começará a escolher, com critério, quem deseja priorizar e para quem quer construir uma reputação reconhecível.
Autoria
Dr. Arthur A. Berberian
CRP 06/8766
01
Pilar · Posicionamento, Oferta & MarcaEstágio: escolha do público prioritário
Antes de preencher

PPI não é avatar.
É aderência estratégica.

02 / 08

A escolha do PPI é uma das primeiras decisões para transformar uma prática que simplesmente aconteceu em uma marca que passa a ser construída por escolha. Você não está inventando uma “persona” fictícia: está definindo para quem vale construir uma posição mais clara, reconhecível e coerente.

Posicionamento herdado

Atendo o que aparece. Falo do que me pedem. A percepção sobre meu trabalho se formou sem uma escolha explícita.

Posicionamento deliberado

Escolho quem priorizo, que problema quero ser lembrado por resolver e quais limites sustentam essa posição.

Público possível

Quem eu posso atender

Pessoas para as quais você tem competência, limites técnicos e estrutura de atendimento.

Público atual

Quem chega hoje

Quem aparece por indicação, demanda espontânea, rede de contatos ou acaso.

PPI

Quem eu escolho priorizar

Quem melhor combina com sua competência, proposta de valor e modelo de clínica desejado.

Este é um primeiro passo de posicionamento — não uma decisão irreversível. PPI primário ≠ único paciente possível. É o perfil para o qual você escolhe ser lembrado primeiro. Você pode atender além dele sem construir uma comunicação que tente falar com todos ao mesmo tempo.
1. Hoje, qual é o meu público possível?
2. Quem compõe meu público atual?
3. Qual perfil eu suspeito que possa ser meu PPI?

Não se preocupe em “acertar” agora. Nas próximas páginas, você vai testar essa hipótese.

Nota ética. O PPI organiza prioridade de posicionamento, comunicação e desenvolvimento de oferta. Não é critério de valor humano, não autoriza discriminação e não substitui avaliação técnica, limites de competência ou deveres éticos profissionais.
Filtro de aderência

Escolha por 5 critérios —
não por intuição.

03 / 08

Avalie o perfil que você escreveu na página anterior. Marque de 1 a 5 em cada critério e, principalmente, registre a evidência que sustenta sua nota. Não some os pontos: procure os desalinhamentos.

CritérioPergunta de decisão1–5Evidência
Competência clínicaTenho formação, repertório e limites claros para atender bem esse perfil?
12345
Afinidade & energiaQuero estudar, pensar e acompanhar esse tipo de caso de forma consistente?
12345
Potencial de transformaçãoMeu modo de trabalhar gera valor relevante e percebido para esse perfil?
12345
SustentabilidadeFormato, frequência, tempo e preço cabem no modelo de clínica que quero construir?
12345
AcessoConsigo ser encontrada, indicada e me comunicar com esse público de forma ética?
12345
O maior ponto de aderência deste perfil é:
O maior risco ou desalinhamento é:
Ideal não significa “paciente fácil”. Significa alta aderência entre paciente, profissional e modelo de serviço.
Recorte · Camadas 1 e 2

Contexto clínico +
dor & momento.

04 / 08

Agora transforme um perfil amplo em um recorte reconhecível. Comece pela realidade clínica — não por detalhes decorativos.

1

Contexto clínico

  • Faixa etária ou fase de vida?
  • Demanda principal?
  • Diagnóstico ou hipótese, quando clinicamente relevante?
  • Complexidade e comorbidades que importam?
  • Modalidade, localização ou contexto de atendimento?
2

Dor & momento

  • O que faz essa pessoa procurar ajuda agora?
  • Onde o problema aparece na rotina, relações, estudo ou trabalho?
  • O que ela teme que aconteça se nada mudar?
  • O que já tentou antes?
  • Que resultado ela reconheceria como avanço?
Quais dados demográficos realmente mudam a clínica, o acesso ou a decisão?

Regra de corte: idade, gênero, renda, classe social, profissão ou localização só entram no PPI quando alteram de fato a demanda, a indicação, o formato, a acessibilidade ou a decisão de compra/cuidado. Não preencha campos apenas porque “cabem numa ficha”.

Recorte · Camadas 3 e 4

Psicográfico +
fit com o processo.

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3

Psicográfico

  • Que valores influenciam sua decisão de buscar cuidado?
  • Que expectativas traz para o processo?
  • Qual atitude costuma ter diante de orientação, mudança e acompanhamento?
  • O que gera confiança em um profissional?
  • Quais barreiras, receios ou objeções aparecem antes de iniciar?
4

Fit com o processo

  • Que objetivos são possíveis e eticamente sustentáveis?
  • Qual frequência e duração fazem sentido?
  • Que grau de participação é necessário?
  • Há necessidade de família, escola ou rede de profissionais?
  • O perfil é compatível com meu modo de trabalhar?
Que sinais me fazem pensar: “este caso tem alta aderência ao meu trabalho”?
Que sinais indicam baixa aderência — mesmo que eu tecnicamente possa atender?
Teste de realidade

Consigo servir este PPI
com excelência?

06 / 08

O PPI só é estratégico quando também se traduz em uma forma realista de entregar valor. Use esta página para confrontar desejo com operação.

O que eu ofereço

Serviço(s) principal(is) para este PPI
Qual problema cada serviço resolve?
Qual transformação / impacto é percebido?
Qual valor agregado meu modo de fazer traz?

Como eu torno isso viável

Como este PPI chega até mim?
O que preciso organizar ou aprimorar para atender com excelência?
Tempo, frequência e estrutura necessários
Preço, custo e retorno: há sustentabilidade?
Se o perfil exige um serviço que você não quer construir, uma frequência incompatível com sua agenda ou uma estrutura economicamente inviável, há um problema de aderência — não de comunicação.
Decisão e renúncia

Para escolher um PPI,
alguma coisa deixa de ser prioridade.

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Você pode continuar atendendo outros perfis. A renúncia aqui é de prioridade de posicionamento: quem ficará no centro da comunicação, da reputação que você deseja construir e das ofertas que quer aperfeiçoar.

Perfis que eu posso atender, mas não quero colocar no centro da minha marca:
Demandas que não quero que definam minha reputação:
Formatos / serviços que podem gerar caixa, mas não constroem a clínica que quero:
O que eu preciso deixar de dizer para parar de parecer “para todo mundo”?
Pergunta de corte: se alguém olhar seu perfil, receber uma indicação ou ouvir seu nome, que tipo de paciente você quer que pensem primeiro?
Minha resposta:
Síntese

Seu PPI em uma decisão
que orienta a marca.

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Escreva primeiro para decidir — não para “soar bonito”. Esta síntese registra a passagem do posicionamento herdado para o início de um posicionamento deliberado: uma escolha que passa a orientar conteúdo, oferta, bio, indicações e experiência de marca.

Frase de decisão

Meu trabalho é especialmente indicado para que enfrenta e busca , valorizando .

Versão final, em linguagem natural:
Teste de especificidade
  • Reconheço esse perfil quando chega uma indicação.
  • Sei qual problema priorizar na comunicação.
  • Sei qual serviço traduz melhor minha proposta.
  • Sei onde esse público está e como acessá-lo eticamente.
  • Sei quais casos não são prioridade de posicionamento.
Implicações para a marca
Quais 3 temas precisam aparecer mais?
Que linguagem / sinais de confiança importam?
Decisão que eu levo desta etapa
OUTPUT DA ETAPA
Transforme suas respostas em um Mapa Visual do PPI. O painel sintetiza quem é seu PPI, o grau de aderência, a lógica clínica e as implicações para sua marca. Ele abre em uma nova página e pode ser salvo em PDF.
Material desenvolvido por Dr. Arthur A. Berberian · CRP 06/8766 · A Jornada do Psicólogo · Escola do Psicólogo Master.